quinta-feira, outubro 04, 2012

Gastão Viana

Gastão Viana - 1933
Gastão Viana (Gastão Escolástico Viana), compositor, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 1900, e faleceu na mesma cidade em 8/7/1959. Filho do músico Juca Kalut, considerado um dos grandes chorões da Velha Guarda e um dos fundadores do choro carioca.

Começou a carreira artística no começo da década de 1930 convivendo com astros como Pixinguinha e Benedito Lacerda. Em 1931, gravou na Columbia com o Grupo Agrião com Espinha os sambas Raiado, com Pixinguinha, e Recordações, de João Castilho e José P. Jesus.

No carnaval de 1932, foi parcerio de Benedito Lacerda na marcha Macaco olha o teu rabo. No mesmo ano, Murilo Caldas gravou o samba Adeus morena, o conjunto Tupi as macumbas Mironga de moça branca, com J. B. de Carvalho, e No terreiro de Alibibi, com Pixinguinha, e Jaime Vogeler, registrou a marcha Vai haver o diabo, com Benedito Lacerda.

No ano seguinte, seu samba Que doce é esse?, com Benedito Lacerda foi gravado na Victor por Patrício Teixeira, e a marcha Crioula só por necessidade, com Benedito Lacerda, foi lançada na Columbia pelos Irmãos Tapajós, além dos sambas Morena meu amor, com Benedito Lacerda, e Tu és bela, gravados por João Petra de Barros na Odeon. Ainda em 1933, teve o samba Cinco partes principais do mundo, e a marcha Loura queridinha, ambas com Benedito Lacerda, gravadas na Odeon pela dupla Castro Barbosa e Jonjoca .

Em 1934, teve o samba Como é belo, com Pereira Filho, gravado na Odeon pela Dupla Preto e Branco. Duas composições feitas em parceria com Pixinguinha foram gravadas na Victor pelo cantor Patrício Teixeira em 1938: o lundu Yaô africano, e o samba-jongo Mulata baiana. No mesmo ano, o Trio de Ouro registrou na Odeon o samba Adeus Estácio!, parceria com Benedito Lacerda.

Em 1941,o lundu-africano Uma festa de Nanan, parceria com Pixinguinha, foi gravado por Patrício Teixeira, e o samba Mulato bonito, com Oduvaldo Lacerda, foi lançado pela cantora Marilu, ambos na Victor. Na mesma gravadora, Moreira da Silva registrou o samba Mendigo de amor, com Oduvaldo Lacerda. Ainda nesse ano, duas parcerias com Benedito Lacerda foram gravadas por Rosina Pagã na Columbia: o samba Tem que me dar, dá logo, e a marcha As aparências enganam, e uma terceira, a batucada Baianinha, foi gravada por Nelson Gonçalves na Victor. Ainda em 1941, Francisco Alves lançou pela Odeon o samba Vivo bem na minha terra, parceria com Jorge Faraj, dentro do espírito de exaltação patriótica comum na época.

Em 1942, fez com Mário Rossi a marcha Flor morena, gravada por Carlos Galhardo; com Aldo Cabral, a batucada Ioiô das mulheres, registrada por Marilu, e com Arlindo Marques Júnior o samba Maluquinha pra dançar, levado à cera na voz de Ciro Monteiro, as três na Victor, além do samba Põe a mão na consciência, com Benedito Lacerda, registrado por Nelson Gonçalves, também na Victor. Nesse ano, teve o samba Vem surgindo a Avenida, com Benedito Lacerda, gravado em dueto por Ciro Monteiro e Nelson Gonçalves, e o samba O sorriso de Paulinho, com Mário Rossi, gravado com sucesso por Isaura Garcia.

Em 1943, o samba Coitadinha da Sicília, com Benedito Lacerda, e a marcha Reco-reco, com Mário Rossi, foram lançadas por Carlos Galhardo, na Victor, e o samba Baiana bonita, com Benedito Lacerda, foi gravado pelo grupo Quatro Ases e um Coringa, na Odeon. No ano seguinte, o choro Mais devagar coração, com Mário Rossi, foi lançado na Odeon por Odete Amaral, e a marcha-rancho Vou partir, também com Mário Rossi, foi gravada por Gilberto Alves na Odeon.

Em 1945, seu samba "Tentação", com Mário Rossi, foi gravado na Victor por Ciro Monteiro. Ainda nesse ano e também na gravadora Victor, Carlos Galhardo gravou o samba Cidade romance, Gilberto Alves a marcha Menina moça, e Ciro Monteiro o samba Quem é que não quer?, as três com Mário Rossi.

Em 1946, o lundu Benguelê, parceria com Pixinguinha, foi lançado pelo grupo vocal Anjos do Inferno, o samba A alma do tutu, com Jorge Faraj e Roberto Roberti foi gravado por Nelson Gonçalves, e o samba Agora sim, com Mário Rossi foi registrado por Isaura Garcia, os três na Victor. Nesse ano, o samba Antes nunca te visse, com Mário Rossi foi lançado por Emilinha Borba na Continental, e o samba Agora sim, com Mário Rossi, foi gravado na RCA Victor por Isaura Garcia.

Em 1947, fez com João da Baiana o samba-jongo "Mana Diodé", gravado por Jorge Veiga na Continental. No ano seguinte, a marcha "Cabelo branco", com Sátiro de Melo, foi lançada por Rubens Peniche na Continental.

Em 1950, o lundu Yaô, seu maior sucesso, parceria com Pixinguinha, foi regravado na RCA Victor por Pixinguinha. Dois anos depois, Blecaute gravou o samba Calvário do amor, parceria com Jorge de Castro.

Em 1952, Jorge Veiga gravou na Continental o samba Nem queira saber, com Rogério Nascimento. Em 1953, o samba Sétimo céu, com Roberto Martins, foi gravado por Carmélia Alves na Continental. Teve duas macumbas gravadas pelo Trio de Ouro em 1954 na RCA Victor: Quem tá de ronda, com Príncipe Pretinho, e Mironga de moça branca, que fez razoável sucesso.

Em 1955, teve o samba Adeus morena, gravado por Pixinguinha no LP Carnaval da velha guarda lançado pela Sinter. Em 1960, o samba O sorriso do Paulinho, com Mário Rossi, foi regravado por Isaura Garcia no LP Saudade querida na Odeon.

Em 1976, no LP Nua & crua ao vivo lançado por Isaura Garcia pela EMI-Odeon, teve novamente regravado o samba O sorriso do Paulinho, com Mário Rossi. Dois anos depois, João de Aguinho regravou Yaô no LP Terreiro grande lançado por ele pela Epic/CBS.

Em 1989, no LP Orquestra Brasília - O maior legado escrito de Pixinguinha, lançado pela Kuarup, com interpretações de Henrique Cazes e Oscar Bolão, foi regravado o samba-jongo Yaô, com Pixinguinha.

Em 1994, seu samba-canção Mais devagar, coração, com Mário Rossi, foi incluído no CD Jornal de ontem - Orlando Silva e Odete Amaral, lançado pela Revivendo com gravações de Orlando Silva e Odete Amaral. Em 1996, suas composições Benguelê e Festa de Nanã, foram gravadas no CD Orquestra Pixinguinha, lançado por Henrique Cazes pela Kuarup.

Em 2002, teve três composições inéditas com Pixinguinha gravadas no CD As inéditas de Pixinguinha, lançado na Sony Music pelo grupo Água de Moringa. Em 2005, Yaô foi regravada no CD Festa no meu coração lançado pelo sambista Dudu Nobre.

Obras

A alma do tutu (c/ Jorge Faraj e Roberto Roberti), Adeus Estácio! (c/ Benedito Lacerda),    Adeus morena, Agora sim  (c/ Mário Rossi), Antes nunca te visse (c/ Mário Rossi), As aparências enganam (c/ Benedito Lacerda), Baiana bonita (c/ Benedito Lacerda), Baianinha, Benguelê (c/ Pixinguinha), Cabelo branco (c/ Sátiro de Melo), Calvário do amor (c/ Jorge de Castro), Cidade romance (c/ Mário Rossi), Cinco partes principais do mundo (c/ Benedito Lacerda), Coitadinha da Sicília (c/ Benedito Lacerda), Como é belo (c/ Pereira Filho), Crioula só por necessidade (c/ Benedito Lacerda), Festa de Nanã (c/ Pixinguinha), Flor morena (c/ Mário Rossi), Ioiô das mulheres (c/ Aldo Cabral), Kalú (c/ Pixinguinha), Loura queridinha (c/ Benedito Lacerda), Macaco olha o teu rabo (c/ Benedito Lacerda), Mais devagar coração (c/ Mário Rossi), Maluquinha pra dançar (c/ Arlindo Marques Jr), Mana Diodé (c/ João da Bahiana), Maria Conga (c/ Pixinguinha), Mendigo de amor (c/ Oduvaldo Lacerda), Menina moça (c/ Mário Rossi), Mironga de moça branca (c/ J. B. de Carvalho), Morena meu amor (c/ Benedito Lacerda), Mulata baiana (c/ Pixinguinha), Mulato bonito (c/ Oduvaldo Lacerda),  Nem queira saber (c/ Rogério Nascimento), No terreiro de Alibibi (c/ Pixinguinha), O sorriso de Paulinho (c/ Mário Rossi), Põe a mão na consciência (c/ Benedito Lacerda), Que doce é esse? (c/ Benedito Lacerda), Quem é que não quer? (c/ Mário Rossi), Quem tá de ronda (c/ Príncipe Pretinho), Raiado (c/ Pixinguinha), Reco-reco (c/ Mário Rossi), Saudade querida,   Sétimo céu (c/ Roberto Martins), Tem que me dar, dá logo (c/ Benedito Lacerda), Tentação (c/ Mário Rossi), Tu és bela, Uma festa de Nanan (c/ Pixinguinha), Vai haver o diabo (c/ Benedito Lacerda), Vem surgindo a Avenida (c/ Benedito Lacerda), Vivo bem na minha terra (c/ Jorge Faraj), Vou partir (C/ Mário Rossi), Yaô africano (c/ Pixinguinha).

Fontes: Dicionário Cravo Albin da MPB; Diário Carioca, de 18/02/1933.