segunda-feira, junho 03, 2013

Alvinho

Alvinho (Álvaro Miranda Ribeiro - Rio de Janeiro, RJ, 1910), cantor, compositor e violonista, nasceu e se criou no bairro de Vila Izabel onde conviveu com Noel Rosa, João de Barro e Almirante. Convicto artista amador da música, chegou a se recusar a cantar por dinheiro quando integrante do Bando de Tangarás. Estudou odontologia.

Começou a carreira artística como integrante do Bando de Tangarás formado por ele, Almirante, Henrique Brito, Braguinha e Noel Rosa em 1929. Com o Bando de Tangarás apresentou-se entre outros locais na Rádio Educadora ao lado de Lamartine Babo.

Enquanto componente desse grupo nunca gravou como solista tendo atuado apenas como violonista nos 34 discos gravados pelo grupo.

Estreou em disco solo em 1930, na gravadora Odeon, como crooner da Orquestra Pan American interpretando os fox-trot Charming, de Stothart e Red hot and blue rhythm, de Swanstron, Davis e Coots com versões de Osvaldo Santiago. No mesmo ano, gravou Canção, de Henrique Brito, com acompanhamento de Eduardo Souto ao piano. Gravou também a cançoneta Bangalô, primeira composição de Orestes Barbosa, com música de Osvaldo Santiago; a valsa Deixa-me sonhar, de Clarke e H. Akst com versão de Osvaldo Santiago e as marchas Ode à Revolução, de Júlio Casado e Osvaldo Santiago e Bico de lacre não vem mais, de Osvaldo Santiago, as quatro com acompanhamento da Orquestra Copacabana.

No ano seguinte, gravou os sambas Promessa e Jogo de amor, de Esmerino Cardoso e Ezequiel Costa Rodrigues; Vamos ver, de Esmerino Cardoso e Todo mundo canta, de Esmerino Cardoso e Nicola Bruni, com acompanhamento da Orquestra Copacabana.

Ainda em 1931, transferiu-se para a Parlophon e gravou com acompanhamento da Orquestra Guanabara o samba Sossego, de João Ginaldo e a marcha Uma andorinha não faz verão, de João de Barro em sua primeira versão, já que essa marcha ganharia posteriormente uma nova letra de Lamartine Babo. No mesmo ano, gravou, também com o acompanhamento da Orquestra Guanabara, a marcha Rosalina, de Ary Barroso e o samba Prosa de vadio, de Glauco Viana.

Gravou também no mesmo ano os fox-trote Ouve o que diz meu coração, de Sérgio Brito; Canção azul, de João de Barro e Bem sabes porque é, de sua autoria; a marcha Não diz que não, de Eduardo Souto e Valdo Abreu; o samba Depois que eu te vi, de Eduardo Souto e, em dueto com Almirante, o fox-blue Você, de sua autoria.

Para o carnaval de 1932, lançou as marchas-pernambucanas Carnavá voltou e A canoa afundou, de Nelson Ferreira com acompanhamento da Orquestra Guanabara. Em 1934, a Odeon relançou o samba Sossego e a marcha Uma andorinha não faz verão.

Ao todo, gravou 12 discos com 23 músicas nas gravadoras Odeon e Parlophon.

Obra

Bem sabes porque é; Você.

Discografia
(1930) Charming/Red hot and blue rhythm • Odeon • 78
(1930) Canção • Odeon • 78
(1930) Bangalô/Deixa-me sonhar • Odeon • 78
(1930) Ode à Revolução/Bico de lacre não vem mais • Odeon • 78
(1931) Promessa/Jogo de amor • Odeon • 78
(1931) Vamos ver/Todo mundo canta • Odeon • 78
(1931) Sossego/Uma andorinha não faz verão • Parlophon • 78
(1931) Rosalina/Prosa de vadio • Parlophon • 78
(1931) Ouve o que diz meu coração/Canção azul • Parlophon • 78
(1931) Você (Com Almirante)/Bem sabes porque é • Parlophon • 78
(1931) Não diz que não/Depois que eu te vi • Parlophon • 78
(1932) Carnavá voltou/A canoa afundou • Parlophon • 78
(1934) Sossego/Uma andorinha não faz verão • Odeon • 78

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Fonte: Dicionário Cravo Albin da MPB.